Pouco extensas mas pertinentes.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Grandiosa manifestação contra o PEC.

Mais de 300 mil na manifestação nacional de 29 de Maio

Força para mudar de rumo


A manifestação nacional, promovida pela CGTP-IN no sábado, em Lisboa, foi a maior das últimas décadas.
O descontentamento dos trabalhadores e de outras camadas sociais afectadas pela política de direita do Governo PS teve nas ruas uma vigorosa expressão, permitindo afirmar com confiança que «é possível mudar de rumo com a luta de quem trabalha».
Na resolução aclamada no final do comício sindical afirma-se também «total disponibilidade e empenho», tanto para prosseguir as batalhas em curso em empresas, serviços e sectores, como para «adoptar todas as formas de luta que a Constituição consagra».

Eram bastante fortes e justos os motivos que levaram à marcação desta jornada, anunciada no 1.º de Maio em resposta às medidas contidas no PEC e seus sucedâneos, que agravaram as linhas já traçadas no Orçamento do Estado, apontando para a redução dos salários, das pensões e até do apoio aos desempregados, aumentando os impostos e fazendo de conta que os sacrifícios seriam para todos, sem na verdade molestar os interesses de uma ínfima minoria.
A manifestação de 29 de Maio foi precedida por meses de persistentes lutas laborais da mais diversa amplitude - como fortes manifestações distritais, ao longo do primeiro trimestre deste ano; como a manifestação da juventude trabalhadora, a 26 de Março; como as greves e manifestações na Administração Pública ou nos transportes, ou no comércio, na hotelaria, nas indústrias eléctricas, na metalurgia, em empresas de praticamente todos os sectores, incluindo alguns onde as pressões e a repressão do patronato e das chefias se fazem sentir de forma mais brutal.
Durante a última semana, as perspectivas de que esta seria uma grande manifestação foram afirmadas por vários dirigentes da CGTP-IN.
Em comunicados, as uniões de sindicatos de Braga, Aveiro ou Setúbal, mas também o STAL, foram avançando informações sobre os plenários e reuniões e sobre os já confirmados números de participantes, que cimentavam as boas perspectivas. Até as declarações públicas de governantes, patrões e seus peões-de-brega, procurando desvalorizar e desmobilizar a luta, acabavam por ser o reconhecimento de que, para eles, havia motivos de preocupação...
No sábado de manhã as televisões devem ter dedicado à divulgação da manifestação mais tempo do que ao longo de toda a semana anterior. Foram espreitar os autocarros a sair dos mais longínquos distritos, falaram com dirigentes sindicais que avançaram números de participantes nunca ouvidos em jornadas anteriores, foram ouvir mulheres e homens que estavam de partida para Lisboa e que explicaram com muita clareza os seus motivos para essa atitude determinada.
Não se compreendeu por que, nos noticiários da uma da tarde, enviaram repórteres para a Praça do Marquês de Pombal, solicitando-lhes notas sobre o «ambiente» que ali se vivia... duas horas antes do início da concentração. Mas percebeu-se que, afinal, um pouco mais acima, no verde do Parque Eduardo VII, já muita gente tinha chegado e... estava a almoçar.
Antes das 15 horas, aprazadas para as pré-concentrações, já se notava nas ruas a manifestação a crescer. Vários grupos subiam apressadamente a Avenida Fontes Pereira de Melo, para se juntarem a camaradas do «sector privado», uma designação abrangente que baste para incluir todas as actividades que não fazem parte da Administração Pública. A multidão ia-se arrumando, por sectores e empresas, enchendo os passeios e, às tantas, também o asfalto, desde a Maternidade Alfredo da Costa até ao Forum Picoas e ao cruzamento com a Rua Tomás Ribeiro.
Trabalhadoras e trabalhadores dos vários sectores da Administração Pública estavam, a essa hora, a juntar-se, desde o topo da Rua Joaquim António Aguiar, em direcção à rotunda. Enfermeiros e médicos, auxiliares da saúde e da educação, técnicos e administrativos de institutos e ministérios, pessoal dos estabelecimentos fabris das Forças Armadas e empresas de defesa, pessoal das diversas áreas da administração local, bombeiros...
Eram muitos milhares e vinham de todo o País, como facilmente se percebia pelos sotaques e pelas faixas, por cartazes e camisolas, que as palavras de ordem ainda não se tinham soltado.
Pouco antes das 16 horas, avançava pela rotunda um autocarro descoberto, que carregava uma potente aparelhagem sonora e oferecia uma excelente plataforma aos fotógrafos. Seguiam-no os dirigentes da CGTP-IN, integrando a «cabeça» da manifestação. Logo atrás vinha o muito animado grupo da Interjovem. Já muita gente tinha começado a descer a Avenida da Liberdade, antecipando-se à manifestação propriamente dita, e muita mais gente se estendia nos passeios e à sombra das árvores. Da Joaquim António Aguiar e da Fontes Pereira de Melo desciam milhares e milhares...
Mais ou menos nesta altura, a agência Lusa difundia uma «notícia» que foi automaticamente repetida nas edições electrónicas de vários outros meios de comunicação, mais ou menos «de referência» - fenómeno ocorrendo indiferente à realidade que, valendo por si, até estava a ser mostrada: a manifestação tinha começado, com «centenas de pessoas» (expressão usada no título e que, no texto, já dava lugar a «largas centenas»). O número não foi corrigido. Passadas três horas e meia, ao relatar o discurso de Manuel Carvalho da Silva, lá surgiu no meio do texto a referência a «cerca de 300 mil pessoas que, segundo números da CGTP, participaram na manifestação»...
Indiferentes a notícias destas (e àquela que, horas depois, surgiu no site do Expresso ilustrada com uma única fotografia... do grupo de dirigentes e activistas do BE que desfilou na Avenida atrás da manifestação), os manifestantes deram voz e cor às suas razões. Lado a lado, ocupando toda a via central, inicialmente identificados com duas faixas da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública e da Federação dos Transportes (Fectrans). Esta organização manteve-se, mas acabou por ser mesclada com outros tons, destacando-se as reivindicações de utentes e populações por melhores condições de saúde, mas notando-se igualmente inscrições assinalando a oposição a novas portagens rodoviárias e a presença de micro e pequenos empresários, de reformados, de imigrantes e emigrantes, representações do Movimento Democrático de Mulheres e do Movimento dos Trabalhadores Desempregados, do movimento «Paz Sim, Nato Não».
Nos carros de som e em vários grupos de manifestantes ouviram-se canções a remeter para o 25 de Abril. Frequentemente surgiram bandeiras negras, de indignação contra a situação actual.
Faixas e cartazes condenavam simultaneamente o Governo do PS, o actual executante directo das medidas do PEC e da política de direita, e o PSD, que dá agora mais abertamente o seu apoio. Numa grande tela, o Sindicato da Função Pública do Norte pintou José Sócrates e Passos Coelho em pose de danças de salão, legendando «Estes dois no tango e o povo fica de tanga».
Carvalho da Silva terminava a sua intervenção, no palco montado na Praça dos Restauradores, e ainda desciam a Avenida muitos milhares de professores, de trabalhadoras e trabalhadores do comércio e serviços, activistas do Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos, moradores dos bairros de Marvila, Olivais...
Cerca das 18.30 horas, quando foi dada por concluída a jornada, muitos dos manifestantes voltaram a subir a Avenida da Liberdade, que ainda permaneceu mais algum tempo fechada ao trânsito. Este regresso dos muitos milhares de pessoas que se dirigiam aos autocarros, no Parque Eduardo VII, simbolizava bem a nova «manifestação» que ali mesmo recomeçava: o combate de todos os dias, contra a exploração e contra os males de uma sociedade que nela ainda assenta os seus pilares, e os novos combates que, a breve prazo, vai ser necessário travar, admitindo todas as formas de luta consagradas na Constituição.







segunda-feira, 31 de maio de 2010

«O BEZERRO DE OURO»

«Bezerro de ouro» - sacerdotes e lacaios


Na história abundam «deuses», de criação humana, feitos à imagem dos preconceitos e desígnios de uma realidade e temporalidade concreta, e cujo saldo de percurso na super-estrutura social e nas misérias do mundo é hediondo.
É o caso do episódio bíblico do «bezerro de ouro», recém recuperado por José Saramago no romance Caim, que mostra como a adoração dum totem, obviamente falso, a que se sacrificam os princípios, na esperança de todas as riquezas do mundo, termina no morticínio sangrento de milhares de inocentes.
É o caso do «bezerro de ouro» desta fase de domínio imperialista do mundo, o deus «mercado» - dito omnipresente, omnisciente e omnipotente -, ou seja, o capital financeiro multinacional «globalizado» a quem se imolam as economias mais débeis, como a nossa.
O resultado é a destruição da produção, das pequenas empresas e do mercado interno, o roubo do património do país, dos salários, direitos e prestações sociais, o desemprego, o assalto aos serviços públicos e funções sociais do Estado, a imolação dos dinheiros públicos – cujo défice é pretexto da rapina - e da soberania nacional.
À média de duas vezes por semana, o deus «mercado» ameaça e chantageia com terríveis catástrofes e é «aplacado» com novos sacrifícios, sempre dos mais fracos. E lá estão os seus sumo-sacerdotes e lacaios para garantir o repasto à infindável gula do «mercado», com a promessa de que desta feita o sofrimento terminará.
Os sumo-sacerdotes do «bezerro de ouro» são figuras como Krugman, Prémio Nobel norte americano, para quem os salários dos países da periferia da UE precisam de cair 30%, relativamente à Alemanha, ou Trichet, Presidente do BCE, que garante não existir qualquer ataque especulativo, mas apenas países prevaricadores das contas públicas que é necessário sancionar, ou um tal Barroso, papagaio de Merkel, que não se engasga ao dar voz à proposta de censura prévia da Comissão Europeia aos orçamentos de (certos) estados-membros.
E os lacaios do «bezerro de ouro» são os Migueis de Vasconcelos, do PS, PSD, e não só, que entregam à morte a independência económica e a soberania nacional, no altar do capital financeiro sem pátria e das grandes potências do directório federalista do Euro. Numa verdadeira traição nacional. A que um dia se fará justiça.








http://www.avante.pt/

domingo, 23 de maio de 2010

A onda de protesto aumenta.

Os governos dos ditos partidos socialistas, testas de ferro do liberalismo europeu ao serviço dos desígnios predadores do capitalismo, estão a sofrer uma tenaz resistência na Grécia.
As classes trabalhadoras não aceitam as negociações,«de joelhos», com os poderosos senhores que manipulam as finanças na UE
A onda de protesto estende-se a Portugal e Espanha e grandes movimentações de massas de avizinham a fim de impor mais respeito e mais justiça na distribuição da riqueza e na tributação fiscal.
Desenvolve-se uma enorme mobilização para acções de luta e para uma grandiosa manifestação no próximo dia 29 do corrente mês.
Joseph

Πανελλαδικό συλλαλητήριο ΚΚΕ 15/5/2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A negociata dos submarinos.

Os partidos do Bloco Central continuam a tratar os portugueses como se estes fossem crianças
Negociatas, cedências à chantagem, contrapartidas desvantajosas, apenas com garantias para os «negociadores chantagistas" e ameaças constantes à independência nacional e à soberania popular plasmadas na CRP.
Portugal não entrou na CEE e a UE é um logro com a moeda única (€) e a imposição de PEC's que arruinam o Estado de Solidariedade Social para sustentar políticas de submissão às potências capitalistas da Europa aliadas dos EUA.
A Europa está connosco ( seg. Mário Soares) é que entrou em Portugal para nos impor um consumismo desenfreado, limitar ou até reduzir a nossa produção e lançar a economia em total dependência dos interesses capitalistas e, com a «ganância» de manter o Euro elevado, vamos a «reboque» dos mandantes de Bruxelas.
Se precisarmos de aumentar as exportações como serão conseguidos os resultados?
Cada vez mais se justifica a opção dos Portugueses por uma Democracia Popular que possa promover a qualidade de vida do Povo através de vantagens recíprocas com as nações de todo o Mundo.
Joseph